“Tanto tempo se passou e até hoje eles não sabem o que é ser gavião. Ah, que bobos… Gavião não é aquele que ostenta apenas uma camisa. Gavião é aquele que torce. Torce, acima de tudo, com a alma, com o coração.”
Para começar, um aviso: se você não é corintiano, não vai entender o que eu vou escrever aqui, portanto não leia.
Hoje o Corinthians completa um século de vida. São 100 anos de história ao lado da torcida mais contagiante, aquela torcida que nunca abandona. Eu acompanho isso há apenas 21 anos e ainda não consegui medir o tamanho da minha paixão pelo Timão.
É um sentimento indefinido que não cabe dentro do peito. É sufocante, desesperador, maravilhoso. Ser corinthiano é nunca parar de amar, nunca parar de acreditar, nunca parar de gritar. É estar acima dos outros, acima de apenas vitórias ou derrotas, é viver o Corinthians.
O torcedor vive o Corinthians e é feliz por isso.
Dizem que corinthiano sofre mais e eu concordo. O sofrimento é proporcional ao amor que sentimos e não há amor maior que o nosso. Esse amor que nos leva a todos os cantos do Brasil, que nos faz sair de casa à meia noite de uma terça-feira para comemorar, que nos faz rir, chorar, roer as unhas, perder a voz.
Tenho orgulho de ser Corinthians. E sei que todos vocês, gaviões, sentem o mesmo. Sei que todos vocês me entendem e sinto por aqueles que não fazem parte disso. Sinto por aqueles que, por inveja da nossa grandeza, torcem tanto pelo nosso fracasso. Mas que torçam! Quanto mais odiarem o nosso Timão, maior ele ficará.
Hoje, então, parabenizo meu Corinthians pelos 100 anos de história. Amo, idolatro, respeito, defendo e torço desde sempre e para sempre. Parabéns ao bando de loucos. Que nossa loucura continue cada vez mais invejada!
E VAI, CORINTHIANS!


Para onde olhavam aqueles olhos pequenos e despretensiosos? As lentes arredondadas escondiam um olhar aparentemente tranqüilo, porém revolucionário e sonhador. Dizia que viver era fácil de olhos fechados, por isso os mantinha sempre abertos – a dificuldade não era obstáculo para sua incessante busca pela paz. Sonhava em mudar a realidade da época em que vivia e, para isso, utilizava sua voz como instrumento. A mesma paz que buscava, transmitia quando cantava. 